Calculadora de Juro Composto

Calcule como evolui a sua poupança ao longo do tempo aplicando juro composto sobre um capital inicial e contribuições mensais.

Quando usar esta calculadora?

Esta calculadora de juro composto ajuda-o a projetar como pode crescer a sua poupança combinando um capital inicial, contribuições periódicas e uma rentabilidade estimada, capitalizada mensalmente durante o período que escolher.

Como se calcula

O capital final calcula-se somando duas partes: a evolução do capital inicial, capital inicial — (1 + r)^n, e o valor futuro das contribuições periódicas, contribuição — [(1 + r)^n ∑’ 1] / r, onde r é a taxa de juro mensal (a taxa anual dividida por 12) e n o número total de meses. A segunda parte da fórmula é a que faz com que as contribuições periódicas gerem, além do seu próprio valor, os juros de todos os meses que lhes restam até ao final do período.

O juro simples calcula-se sempre sobre o capital inicial, pelo que gera a mesma quantidade de juros em cada período. O juro composto, pelo contrário, soma os juros gerados em cada período ao capital, de forma que a partir desse momento esses juros também geram novos juros: é, literalmente, juro sobre juro. Esta diferença parece pequena ao início, mas acelera-se com o tempo: quanto maior for o horizonte temporal, maior é a vantagem do juro composto face ao simples.

Exemplo prático

Um exemplo numérico: partindo de 1.000 € de capital inicial e contribuindo com 100 €/mês durante 10 anos a uma taxa estimada de 5% ao ano, o capital inicial por si só cresceria até 1.647,01 €, e as contribuições mensais acumuladas (13.000 € no total contribuídos ao longo dos 10 anos) geram um valor futuro de 15.528,23 €. O capital final resultante é de 17.175,24 €, dos quais 4.175,24 € são juros gerados e não dinheiro contribuído diretamente.

Erros comuns

Um erro habitual é tratar a taxa de juro introduzida como um valor garantido: esta calculadora faz uma projeção puramente matemática com uma taxa constante, mas nenhum produto de investimento ou poupança real garante uma rentabilidade fixa indefinidamente, e a rentabilidade passada não assegura resultados futuros. Outro erro frequente é não descontar a inflação: uma rentabilidade nominal de 5% com uma inflação de 3% representa apenas cerca de 2% de rentabilidade real, e é esta última que realmente importa para o poder de compra futuro do capital.

Contexto legal e fiscal

A frequência de capitalização também influencia o resultado, embora de forma mais moderada do que as contribuições: capitalizar mensalmente em vez de anualmente, sobre os mesmos 1.000 € iniciais a 5% ao ano durante 10 anos e sem contribuições adicionais, dá 1.647,01 € com capitalização mensal face a 1.628,89 € com capitalização anual. A diferença é pequena em horizontes curtos, mas amplia-se em investimentos de muito longo prazo.

A fiscalidade da rentabilidade obtida varia consoante o país de residência e o tipo de produto (conta poupança, fundo de investimento, plano de reforma, ações), pelo que convém informar-se sobre a legislação fiscal aplicável ao seu caso antes de considerar definitivo o capital final projetado. A variável que mais influencia o resultado não é quanto se contribui cada mês, mas durante quanto tempo se deixa crescer o capital: começar a poupar uns anos antes, mesmo com contribuições modestas, costuma gerar mais património final do que começar mais tarde com contribuições maiores.

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Perguntas frequentes

O que é o juro composto?

É o juro calculado não só sobre o capital inicial, mas também sobre os juros gerados em períodos anteriores, o que provoca um crescimento exponencial da poupança a longo prazo.

Qual a diferença entre juro simples e juro composto?

O juro simples calcula-se sempre sobre o capital inicial, enquanto o juro composto reinveste os juros gerados, que por sua vez geram novos juros. A longo prazo, o juro composto produz um capital final muito maior.

Como afeta a frequência de contribuição o resultado?

Quanto mais frequentes forem as contribuições (mensais em vez de anuais, por exemplo) e a capitalização de juros, maior é o efeito acumulativo e, portanto, o capital final obtido.

Que riscos tem investir a longo prazo?

Esta calculadora oferece uma projeção matemática baseada numa taxa de juro constante, mas não garante a rentabilidade real de nenhum produto financeiro. Os mercados podem flutuar, pelo que convém diversificar e ajustar o risco ao seu horizonte temporal e perfil de investidor.

Como se calcula o valor futuro das contribuições periódicas?

Com a fórmula contribuição — [(1 + r)^n ∑’ 1] / r, onde r é a taxa de juro mensal e n o número de meses. Cada contribuição gera juros durante o tempo que lhe resta até ao final do período, por isso as primeiras contribuições acabam por valer mais do que as últimas.

Porque é que a inflação importa nesta projeção?

Porque a calculadora projeta a rentabilidade nominal, não a rentabilidade real. Se a inflação for de 3% e a rentabilidade nominal de 5%, a rentabilidade real aproximada é apenas de 2%, que é o que realmente importa para o poder de compra futuro do capital.

Capitalizar mensalmente dá muito mais do que capitalizar anualmente?

A diferença é moderada: sobre 1.000 € a 5% ao ano durante 10 anos sem contribuições, a capitalização mensal dá 1.647,01 € face a 1.628,89 € com capitalização anual. O efeito é maior quanto mais longo for o horizonte temporal.

O que é mais importante para o resultado final: o montante contribuído ou o tempo?

O tempo costuma pesar mais do que o montante contribuído cada mês. Começar a investir uns anos antes, mesmo com contribuições modestas, tende a gerar mais património final do que começar mais tarde com contribuições maiores, porque o juro composto precisa de tempo para acelerar.

Qual a diferença entre juro simples e juro composto na prática?

O juro simples gera sempre a mesma quantidade de juros em cada período, calculados sobre o capital inicial. O juro composto reinveste os juros gerados, que por sua vez produzem novos juros, pelo que a longo prazo o capital final é notavelmente maior com juro composto.

Esta calculadora serve para qualquer produto de poupança ou investimento?

Serve como projeção matemática genérica aplicável a qualquer produto que capitalize de forma semelhante (conta poupança, fundo indexado, plano de reforma), mas não substitui as condições reais de cada produto nem garante que se obtenha a taxa de juro introduzida.

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