Calculadora de Contribuições de Autónomo em Espanha 2026
Descobre em que escalão estás e quanto vais pagar por mês à Segurança Social como trabalhador independente (autónomo) em Espanha, no sistema de rendimentos reais.
Resultados
Quota mensal mínima do teu escalão
—
Escalão
—
Rendimento líquido mensal computável
—
Quota mensal máxima do teu escalão
—
Quota anual (base mínima)
—
Lucro anual depois da quota (antes do IRPF)
—
Rendimento mensal computável = (rendimentos − despesas dedutíveis, sem a quota) × (1 − 7%) ÷ 12 (3% para sócios de sociedades). Esse valor fixa o escalão, e quota = base de contribuição escolhida × 31,50% (28,30% contingências comuns + 1,30% profissionais + 0,90% cessação de atividade + 0,10% formação + 0,90% MEI).
Quando usar esta calculadora?
Usa-a antes de te inscreveres como autónomo em Espanha, ao preparar o orçamento anual ou quando o teu rendimento muda e pensas mudar de escalão. Desde 2023 a quota já não é igual para todos: depende do que ganhas realmente. A calculadora mostra o rendimento líquido que a Segurança Social considera, o teu escalão, a quota mínima e máxima que podes escolher e quanto te sobra do lucro depois de a pagar.
Como se calcula
Parte-se dos rendimentos do ano menos as despesas dedutíveis da atividade, sem subtrair a própria quota de autónomo (a lei volta a somá-la). Retira-se 7% de despesas genéricas, ou 3% para sócios de sociedades, e divide-se por 12. Esse valor mensal coloca-te num dos 15 escalões: 3 da tabela reduzida (abaixo de 1.166,70 € por mês) e 12 da tabela geral. Cada escalão tem uma base mínima e uma máxima; podes escolher qualquer base entre elas e a quota é 31,50% dessa base.
Escalões e quotas de autónomo 2026
| Escalão | Rendimento líquido mensal | Quota mínima | Quota máxima |
|---|---|---|---|
| Tabela reduzida 1 | ≤ 670,00 € | 205,88 € | 226,47 € |
| Tabela reduzida 2 | 670,00 € – 900,00 € | 226,47 € | 283,50 € |
| Tabela reduzida 3 | 900,00 € – 1 166,70 € | 267,65 € | 367,51 € |
| Tabela geral 1 | 1 166,70 € – 1 300,00 € | 299,56 € | 409,50 € |
| Tabela geral 2 | 1 300,00 € – 1 500,00 € | 302,65 € | 472,50 € |
| Tabela geral 3 | 1 500,00 € – 1 700,00 € | 302,65 € | 535,50 € |
| Tabela geral 4 | 1 700,00 € – 1 850,00 € | 360,29 € | 582,75 € |
| Tabela geral 5 | 1 850,00 € – 2 030,00 € | 380,88 € | 639,45 € |
| Tabela geral 6 | 2 030,00 € – 2 330,00 € | 401,47 € | 733,95 € |
| Tabela geral 7 | 2 330,00 € – 2 760,00 € | 427,21 € | 869,40 € |
| Tabela geral 8 | 2 760,00 € – 3 190,00 € | 452,94 € | 1 004,85 € |
| Tabela geral 9 | 3 190,00 € – 3 620,00 € | 478,68 € | 1 140,30 € |
| Tabela geral 10 | 3 620,00 € – 4 050,00 € | 504,41 € | 1 275,75 € |
| Tabela geral 11 | 4 050,00 € – 6 000,00 € | 545,59 € | 1 606,88 € |
| Tabela geral 12 | > 6 000,00 € | 607,35 € | 1 606,88 € |
Exemplo prático
A Marta é designer e prevê faturar 36.000 € este ano com 6.000 € de despesas dedutíveis. O seu rendimento é de 30.000 €; menos 7% ficam 27.900 €, ou seja, 2.325 € por mês. Fica assim no escalão 6 da tabela geral (de 2.030 a 2.330 €): vai pagar pelo menos 401,47 € por mês, cerca de 4.818 € por ano, e fica com cerca de 25.182 € antes do IRPF. Com a base máxima do escalão pagaria 733,95 € por mês, em troca de mais pensão e melhores prestações. Com 12.000 € de rendimentos e 3.000 € de despesas, o rendimento é de 697,50 € por mês: tabela reduzida, escalão 2, quota mínima de 226,47 €.
Contexto legal e fiscal
O sistema de contribuição por rendimentos reais foi introduzido pelo Real Decreto-ley 13/2022 e está no artigo 308 da Lei Geral da Segurança Social espanhola. As bases de 2026 são as da Orden PJC/297/2026, de 30 de março. Podes mudar de base até 6 vezes por ano. No ano seguinte, quando as Finanças comunicam o rendimento real, a Segurança Social regulariza: se contribuíste abaixo do teu escalão cobra a diferença, se contribuíste acima devolve o excesso. Os novos autónomos podem beneficiar da quota reduzida (tarifa plana) de 80 € por mês durante 12 meses, prorrogável por mais 12 se o rendimento ficar abaixo do salário mínimo.
Erros comuns
Erros comuns: usar a faturação com IVA em vez da base tributável; subtrair a quota de autónomo como despesa para calcular o escalão (não se subtrai); esquecer os 7% de despesas genéricas; e escolher sempre a base mínima sem pensar que dela dependem a baixa por doença, a prestação por cessação de atividade e a futura pensão. Também é arriscado não rever o escalão durante o ano: se os rendimentos subirem muito, a regularização pode trazer uma conta elevada de uma só vez.
Outras calculadoras que podem interessar-lhe
Se esta calculadora lhe foi útil, também lhe pode interessar consultar:
Perguntas frequentes
Quanto paga um autónomo em Espanha em 2026?
Depende do rendimento líquido. A quota mínima vai de 205,88 € por mês, para rendimentos até 670 € mensais, a 607,35 € para rendimentos acima de 6.000 € por mês. Dentro de cada escalão podes escolher uma base mais alta, até uma quota máxima de 1.606,88 € por mês nos dois últimos escalões.
Como se calcula o rendimento líquido para o escalão?
Rendimentos anuais menos despesas dedutíveis da atividade, sem subtrair a quota de autónomo; aplica-se depois 7% de despesas genéricas (3% para sócios de sociedades) e divide-se por 12. Com várias atividades, os rendimentos somam-se.
O que acontece se me enganar no escalão?
Nada de grave ao início, mas é corrigido depois: quando as Finanças comunicam o rendimento real do ano, a Segurança Social regulariza. Se contribuíste numa base inferior à do teu escalão real cobra a diferença, se pagaste a mais devolve. Podes mudar de base até 6 vezes por ano.
O que é a tarifa plana de autónomos?
Uma quota reduzida de 80 € por mês nos primeiros 12 meses para quem se inscreve pela primeira vez ou não foi autónomo nos 2 anos anteriores (3 se já a usou). Pode ser prorrogada por 12 meses se o rendimento líquido previsto ficar abaixo do salário mínimo.
A quota de autónomo é dedutível no IRPF?
Sim. Em estimação direta, a quota de autónomo é uma despesa dedutível da atividade: reduz o rendimento líquido na declaração e, com ele, o IRPF a pagar.
Compensa contribuir por uma base mais alta?
Pagas mais todos os meses, mas as prestações são calculadas sobre essa base: baixa por doença, prestação por cessação de atividade e, sobretudo, a pensão de reforma. Se puderes, subir a base nos anos antes da reforma é o que tem mais impacto na pensão.